Archive for the 'A Disneylandia de Ronaldo Fraga' Category

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Na passarela Disneylandia

Categoria: A Disneylandia de Ronaldo Fraga, Sem categoria

Confira as fotos do desfile Disneylandia (SPFW Verão 2010) aqui.

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Backstage da Disneylandia

Categoria: A Disneylandia de Ronaldo Fraga

As fotos do backstage Tudo é Risco de Giz  você confere aqui. 

 

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Video do último desfile

Categoria: A Disneylandia de Ronaldo Fraga, Moda, SPFW

Para quem perdeu, a dica é do GNT ! 

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A Disneylandia de Ronaldo Fraga

Categoria: A Disneylandia de Ronaldo Fraga, Moda, SPFW, Sem categoria

…e de repente o mundo acabou.

Exatamente como as previsões de que ele não passaria do ano 2000.

Ficamos sem fórmulas, sem direção e sem fronteiras. Pouca coisa sobrou depois da tempestade, que ainda nem terminou. Visão trágica e pessimista?

 

Nunca fui tão otimista na minha vida.

Ainda bem que o velho mundo ficou no século passado… já estava cansado de viver num país que, ofegantemente, tentava chegar à Europa nadando e sem bússola. Agora, olho para os vizinhos de uma América Latina que não conheço. Uma América que, definitivamente, não é a dos generais e ditadores “cucarachas” perdidos no tempo. Que não é a do visto negado para os Estados Unidos, ou que paga caro a conta da corrupção.

Namoro uma América Latina multipolar, de riqueza cultural afetuosa e inesgotável.

Meus olhos se derretem pelas festas mexicanas, pelo artesanato têxtil colombiano, pela emoção do cinema argentino, pelos confetes e serpentinas do carnaval de Olinda, pelas letras de Borges, Drummond, García Marquez, Cortázar… frentes de resistência cultural em um mundo movediço e sem fronteiras. Tempos de superficialidades, como é superficial a relação de nós brasileiros com o vizinho de porta (Dona América Latina) que mal cumprimentamos no encontro diário no elevador. Aqui nesta coleção, ensaio uma troca de xícaras de açúcar com um vizinho que não fala a minha língua mas que conversamos através da música, do universo gráfico, do desconforto político e religioso e na sensação de um lugar possível no mundo contemporâneo.

La Disneylandia de Ronaldo Fraga

…y de repente el mundo se acabó.

Exactamente como lo habían anunciado las previsiones, no pasaría del año 2000.

Nos quedamos sin fórmulas, sin dirección y sin fronteras. Poca cosa sobró tras la tempestad que todavía no ha terminado. ¿Visión trágica y pesimista?

Nunca en mi vida he sido tan optimista.

Menos mal que el viejo mundo se quedó en el siglo pasado…ya estaba cansado de vivir en un país que, jadeante, intentaba llegar a Europa, nadando y sin brújula. Ahora, miro a los vecinos de una América Latina que no conozco. Una América que, definitivamente, no es la de los generales y dictadores “cucarachas”perdidos en el tiempo; ni tampoco es la de la visa negada para los Estados Unidos, o la que paga caro por la corrupción.

Contemplo a una América Latina multipolar, de riqueza cultural afectuosa e inagotable. Mis ojos se derriten ante las fiestas mejicanas, ante la artesanía textil colombiana, ante la emoción del cine argentino, ante los confetis y las serpentinas del carnaval de Olinda, ante las letras de Borges, Drummond, García Márquez, Cortázar… frentes de resistencia cultural en un mundo movedizo y sin fronteras. Pienso en la relación entre nosotros, brasileros, con nuestro vecino de al lado (Doña América Latina), que a duras penas saludamos en nuestro  encuentro diario en el ascensor.
Aquí, en esta colección, ensayo un trueque de tazas de azúcar con un vecino que no habla mi propia lengua, pero con quien converso a través de la música, del universo gráfico, de la incomodidad política y religiosa, y en la sensación de un lugar posible en el mundo contemporáneo.

Ronaldo Fraga’s Disneyland

…and suddenly the world ended.
Exactly as the predictions said that it would not survive past the year 2000.
We found ourselves without formulas, direction, or frontiers. Little was left after the storm, which had not even ended. A tragic and pessimistic vision?

I have never been so optimistic in my life.

I am glad the old world remained in the previous century… I was already tired of living in a country that was grasping for air trying to reach Europe by swim without a compass. Now I look at the neighbors of a Latin America I am not familiar with, an America different than the one with “cucaracha” generals and dictators who were lost in time, and different than the one who is denied a US visa or bears the heavy burden of corruption.

I’m in love with a multi-polar Latin America whose cultural richness is warm and inexhaustible.

My eyes melt with the thought of Mexican fiestas, Colombian textile handicrafts, emotional Argentinean cinema, Olinda’s carnival and its confetti and serpentine throws, and writings of Borges, Drummond, García Marquez, and Cortázar… all fronts of cultural resistance in a slippery  world without frontiers. I think about how we, Brazilians, interact with our next-door neighbor – Miss Latin America –, who we barely greet when we meet in the elevator every day. In this collection I attempt to exchange cups of sugar with a neighbor who does not speak my language, but whom I can talk to through music, a graphic universe, political and religious discomfort, and the feeling of a possible place in the contemporary world.